Um texto absolutamente perfeito! Com uma clareza e (auto)análise brilhantes. Sucesso escolar (e mais tarde profissional) e sucesso pessoal (que é cumpri-se na sua verdadeira essência) são coisas muito diferentes, mas demasiadas vezes confundidas!
Um leitura que recomendo vivamente : Dificuldades de aprendizagem | iOnline
Um blog sobre psicologia, parentalidade e desenvolvimento pessoal. Aqui poderá encontrar artigos, reflexões e dicas para um "estar" mais pleno, equilibrando e gerindo as emoções na sua vida. Bem-vindo/a.
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
A Tranquilidade Começa nos Pais
Este post tem uma vertente um pouco diferente da habitual. Ainda assim, escrevo-o porque acredito muito sinceramente que é interessante e tem resultados excelentes na sua vida e no equilíbrio familiar.
Já lhe aconteceu pensar "logo agora que estou tão cansada é que vem esta birra?!" ou dizer "eu que já estou tão irritada e tu com esses comportamentos?!". Pois a questão é que é precisamente por se encontrar nesse estado, que o seu filho, apanhado no turbilhão de emoções e contagiado por elas, reage. Ele quer e precisa de sentir que os pais estão bem, estão seguros e que mesmo nos momentos difíceis, continuam a amá-lo. É tão simples e tão complexo quanto isto!
Uma das formas mais brilhantes e eficazes de reduzir a tensão familiar, as birras e algumas reacções intensas por parte dos nossos filhos, passa na realidade por nós, PAIS, estarmos também mais tranquilos, plenos e a sentir-nos cheios de energia (uma energia boa e equilibrada). Passa por outro lado, por aprendermos a focar-nos no que é realmente importante em cada momento que estamos a viver.
No dia 13 de Novembro, vou dar uma Sessão de Relaxamento em grupo para adultos no NaturAjna, em Almada. Quer começar por algum lado? Então este é mais um excelente passo no seu caminho! Conto consigo!
Abraço,
Já lhe aconteceu pensar "logo agora que estou tão cansada é que vem esta birra?!" ou dizer "eu que já estou tão irritada e tu com esses comportamentos?!". Pois a questão é que é precisamente por se encontrar nesse estado, que o seu filho, apanhado no turbilhão de emoções e contagiado por elas, reage. Ele quer e precisa de sentir que os pais estão bem, estão seguros e que mesmo nos momentos difíceis, continuam a amá-lo. É tão simples e tão complexo quanto isto!
Uma das formas mais brilhantes e eficazes de reduzir a tensão familiar, as birras e algumas reacções intensas por parte dos nossos filhos, passa na realidade por nós, PAIS, estarmos também mais tranquilos, plenos e a sentir-nos cheios de energia (uma energia boa e equilibrada). Passa por outro lado, por aprendermos a focar-nos no que é realmente importante em cada momento que estamos a viver.
No dia 13 de Novembro, vou dar uma Sessão de Relaxamento em grupo para adultos no NaturAjna, em Almada. Quer começar por algum lado? Então este é mais um excelente passo no seu caminho! Conto consigo!
Abraço,

sexta-feira, 17 de outubro de 2014
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
"Stresso Logo Existo" - Reflexão Sobre o Stress Familiar
O Stress costuma ser visto como um dos grandes "papões" do século XXI e, na grande maioria das vezes, as pessoas acreditam que têm de se ver livres dele. Na realidade, o stress é um mecanismo psicofisiológico, que de base, é necessário à vida humana. A reacção de stress desencadeia-se sempre que somos confrontados com uma situação perante a qual precisamos de reagir, e se quiserem saber a minha opinião, esse processo é constante. Não existe um dia na vida em que não tenhamos que reagir a alguma coisa, de uma forma ou de outra. Onde está o mal então?
Vamos imaginar a seguinte situação. Estou a passear numa savana (vai-se lá saber porquê!) e deparo-me com um leão. Imediatamente o meu organismo reage e prepara-se para "lutar ou fugir". De repente, lá estou eu a correr que nem uma gazela e a trepar uma árvore com a agilidade de um macaco. Como é que eu consegui fazer isso? O stress desencadeou no meu organismo um conjunto de reacções complexas, que ainda que temporariamente, me deram uma espécie de "super-poderes". Num cenário ideal, o leão vai-se embora e o stress salvou a minha vida. Claramente, esta é uma situação de stress benigno.
Agora, vamos imaginar que sempre que desço da árvore, o leão volta a aparecer e eu tenho que voltar a subir. Isso, vezes e vezes sem conta. Todas as reacções fisiológicas que inicialmente me salvaram (p. ex. aumento do ritmo cardíaco, respiração rápida e superficial, alterações na produção de hormonas), vão agora começar a desgastar o meu organismo. Quanto mais a situação se prolongar no tempo, maior o desgaste. E eu pergunto-vos, o que é que me está a passar pela cabeça de cada vez que subo à árvore? A única coisa que consigo dizer a mim mesma é que "eu não sou capaz de ultrapassar esta situação. Estou encurralada e não existe uma solução".
Vamos continuar no domínio da imaginação e pensar agora no seguinte cenário: Estou no meu quarto e percebo que está uma barata à porta. É a única saída daquele espaço. E, de repente, a barata vê-me e começa a olha-me fixamente com um ar ameaçador. O que é que me passa pela cabeça? A única coisa que consigo dizer a mim mesma é que "eu não sou capaz de ultrapassar esta situação. Estou encurralada e não existe uma solução". Acreditem, ficaria ali, sentada num canto do quarto à espera de socorro, paralisada, porque a minha cabeça me diz que não há nada que possa fazer. Exactamente como se de um leão se tratasse (talvez com um pouco menos de desespero, apenas).
Estes dois últimos exemplos, representam situações de quando o stress se torna maligno, atingindo-nos física, psicológica e emocionalmente. E o que os torna comuns, é que independentemente de ser real ou não, achamos que não existe uma saída para aquela situação. Pelo menos não uma que passe pelas nossas mãos ou como eu costumo dizer, pela nossa "área de poder".
Nestes casos, os mecanismos fisiológicos e psicológicos do stress mantêm-se para além do confronto inicial, provocando agora um desgaste generalizado. Se estivermos permanentemente neste estado, as consequências a longo prazo são gravíssimas, e podem ir da doença física à doença mental. O que liga as diferentes realidades, é sem dúvida a percepção que fazemos do que acontece nas nossas vidas. Pessoas diferentes vão viver uma mesma situação de formas completamente diferentes, e com níveis de stress igualmente diferentes. Decididamente, hoje sabe-se que a chave para gerir o stress (do século XXI), está em ultrapassar determinadas crenças e pensamentos que temos enraizados em nós.
Transpor este conhecimento para a vida em família, dá que pensar. Ora vejamos... surge a gravidez e com ela, o entusiasmo e os receios. Depois vem o bebé, e descobrimos que chora, é exigente e nos dá noites difíceis. Passo a passo, vamos reagindo com o stress necessário a uma boa adaptação. O stress (positivo) ajuda-nos a reagir numa fase inicial, dando aos pais uma energia que não sabiam ter. Passam um mês, dois meses, três meses de noites mal dormidas. Acrescentam-se as doenças, as birras, as exigências, o trabalho... Ainda respira? Então acrescente-lhe mais:
Stress na hora do banho...
Stress para sair de casa...
Stress ao jantar...
Stress porque sim...
E depois, não esquecer que na família há a soma de "todos os stresses" (mãe, pai, filho ou filhos em stress). Quantas vezes no nosso íntimo pensamos "eu não sou capaz de ultrapassar esta situação. Estou encurralada e não existe uma solução".
Não se sente no canto do quarto à espera que alguma coisa mude. Acredite que na maior parte das vezes, o que lhe está a provocar o stress não tem a ferocidade de um leão. A forma como pensamos a vida, isso sim, esmaga-nos com pensamentos de insegurança, impotência, culpa e desespero!
Anda stressado/a?! O que acha que deve começar a mudar em si?
Tente! Você é capaz!
Abraço,
domingo, 28 de setembro de 2014
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Ser mais feliz com a sua família feliz!
Li recentemente num livro de Deepack Chopra que em determinada altura da sua carreira como médico, resolveu perguntar aos seus pacientes o que queriam obter na vida. A cada resposta como "ter muito dinheiro", "a segurança dos meus filhos" ou "para comprar isto ou aquilo", ele respondia com um insistente "porquê?". Fez isto, até chegar aquela que aparentava ser uma resposta final e que estaria na base de todos os outros objectivos ou necessidades, "porque quero ser feliz". Todos os pacientes, a quem submeteu o interrogatório, pareciam ter chegado a uma única e comum resposta.
Há algo que une todas as pessoas, e como tal também todas as famílias, que é o desejo mais assumido, ou menos assumido, mais visível ou mais escondido, de SER FELIZ. O autor Tal Ben-Shahar, professor na Universidade de Harvard, no seu livro "Aprenda a Ser Feliz"1 dá o exemplo do seu primeiro grande confronto com esta questão. Aos 16 anos, ganha o campeonato nacional israelita de squash e, depois de um dia e noite de euforia e comemoração, vê-se sozinho no quarto a chorar. Nos dias que se seguiram, essa desolação foi aumentando. E sentiu pela primeira vez que não seria criando outra meta (o campeonato do mundo p.ex.) que iria alcançar a felicidade e preencher o vazio que sentia.
Consegue imaginar uma pessoa com a carreira "perfeita", a família "perfeita", tudo muito lindo e organizado e, no entanto, um tremendo vazio por dentro? Sim, isso é perfeitamente possível e acontece tantas vezes! Esse sentimento causa-nos estranheza, e quanto mais olhamos para fora, mais estranho nos parece. Acabamos por negar a existência desta tristeza que guardamos bem lá no nosso íntimo. Quanto mais escondida está, mais parece invadir-nos. O que é que nos falta? Ser felizes?
Segundo Tal Ben-Sharar, antes de mais, a questão a ser colocada não é "como posso ser feliz" mas antes "como posso ser MAIS feliz?". Segundo este autor, a felicidade encontra-se no equilíbrio entre a experiência do prazer (vivência do presente) e a noção de significado/ propósito (investimento no futuro). Não basta ter noção de um propósito ou de um ideal. É necessário sim, ter também "à vista" do presente, acções específicas relacionadas com esse ideal e que sejam geradoras de prazer.
Ou seja, se eu quiser "ter uma família feliz" mas estiver focada em chegar lá pela estabilidade financeira, o sucesso escolar dos meus filhos, e o cumprimento de uma série de outras obrigações sociais, corro o risco de me distanciar dos factores que realmente caracterizam essa felicidade. Quanto tempo sobra para rirmos em conjunto, para dizermos e sentirmos que nos amamos? Quanto tempo, e com que qualidade, estou hoje com o meu filho/a?
Se um dos meus propósitos é ter uma família feliz, ou dizendo melhor ainda, ser mais feliz com a minha família feliz, não basta ter casado, não basta ter um filho e não basta ter mais outro e depois cumprir rigorosamente as expectativas sociais. Preciso sim, de saber hoje (e todos os dias), como vou viver (agindo) a minha relação amorosa? Como vou viver hoje, os meus filhos? Como vou viver esta família feliz, através de acções e prazeres concretos?
Organizar um pic-nic para o fim de semana; Combinado deixar os filhos com os avós ou com amigos enquanto vamos ao cinema com o/a companheiro/a; Escolher reunir a família todos os dias ao jantar e fazer desse momento um momento agradável; Porque não um jogo em família antes ou depois do jantar consoante os horários? Tudo isto são acções, concretas e reais que tornam um ideal numa realidade de hoje.
Pensarmos no ideal só por si poderia ser um pouco como um adolescente a quem se pergunta o que pretende fazer profissionalmente. Este, responde que quer ser actor. Quando lhe perguntamos se já teve algum tipo de aula de representação ou se já se inscreveu em algum grupo de teatro, responde que não. Esta forma idealizada de viver pode tornar-se até perigosa pelo vazio que trás consigo. Por outro lado, podemos ter um jovem que olha apenas à meta. Trabalha "desalmadamente" para tirar um curso de medicina, sacrifica as amizades pessoais, o seu tempo de lazer, isto por vários anos, e depois de ter o diploma na mão, já não tem bem certeza de querer ser médico. E aí vem novamente o vazio.
Não temos apenas um propósito na vida. É um facto. E nem sempre é possível retirar prazer de tudo o que fazemos. O segredo está em gerir os diferente ideais e respectivas acções de forma a que possamos investir em nós e retirar prazer não de tudo, mas sim do nosso dia-a-dia.
Tal como no exemplo referido no inicio, o prazer fugaz retirado do momento em que se atinge um objectivo, principalmente quando realizado às custas do sacrifício de vários anos, não compensa o que intimamente sentimos que perdemos. E neste ciclo de "competição desenfreada" com a vida, forçamo-nos a arranjar outro objectivo e repetir o sacrifício por mais uns anos. A felicidade vai sendo adiada e quando chega, não nos satisfaz. E assim sucessivamente.
Por uma questão de semântica, o futuro nunca é hoje e nós não existimos senão no hoje. Se nos sentimos em luta constante pelo futuro, então onde fica a nossa existência?
Se quer ser feliz e fazer parte de uma família feliz, o dia é hoje!
Abraço,
Referências bibliográficas:
1. Ben-Shahar, Tal. Aprenda a Ser Feliz, Porto, Edições ASA II, S. A. ,2008
Há algo que une todas as pessoas, e como tal também todas as famílias, que é o desejo mais assumido, ou menos assumido, mais visível ou mais escondido, de SER FELIZ. O autor Tal Ben-Shahar, professor na Universidade de Harvard, no seu livro "Aprenda a Ser Feliz"1 dá o exemplo do seu primeiro grande confronto com esta questão. Aos 16 anos, ganha o campeonato nacional israelita de squash e, depois de um dia e noite de euforia e comemoração, vê-se sozinho no quarto a chorar. Nos dias que se seguiram, essa desolação foi aumentando. E sentiu pela primeira vez que não seria criando outra meta (o campeonato do mundo p.ex.) que iria alcançar a felicidade e preencher o vazio que sentia.
Consegue imaginar uma pessoa com a carreira "perfeita", a família "perfeita", tudo muito lindo e organizado e, no entanto, um tremendo vazio por dentro? Sim, isso é perfeitamente possível e acontece tantas vezes! Esse sentimento causa-nos estranheza, e quanto mais olhamos para fora, mais estranho nos parece. Acabamos por negar a existência desta tristeza que guardamos bem lá no nosso íntimo. Quanto mais escondida está, mais parece invadir-nos. O que é que nos falta? Ser felizes?
Segundo Tal Ben-Sharar, antes de mais, a questão a ser colocada não é "como posso ser feliz" mas antes "como posso ser MAIS feliz?". Segundo este autor, a felicidade encontra-se no equilíbrio entre a experiência do prazer (vivência do presente) e a noção de significado/ propósito (investimento no futuro). Não basta ter noção de um propósito ou de um ideal. É necessário sim, ter também "à vista" do presente, acções específicas relacionadas com esse ideal e que sejam geradoras de prazer.
Ou seja, se eu quiser "ter uma família feliz" mas estiver focada em chegar lá pela estabilidade financeira, o sucesso escolar dos meus filhos, e o cumprimento de uma série de outras obrigações sociais, corro o risco de me distanciar dos factores que realmente caracterizam essa felicidade. Quanto tempo sobra para rirmos em conjunto, para dizermos e sentirmos que nos amamos? Quanto tempo, e com que qualidade, estou hoje com o meu filho/a?
Se um dos meus propósitos é ter uma família feliz, ou dizendo melhor ainda, ser mais feliz com a minha família feliz, não basta ter casado, não basta ter um filho e não basta ter mais outro e depois cumprir rigorosamente as expectativas sociais. Preciso sim, de saber hoje (e todos os dias), como vou viver (agindo) a minha relação amorosa? Como vou viver hoje, os meus filhos? Como vou viver esta família feliz, através de acções e prazeres concretos?
Organizar um pic-nic para o fim de semana; Combinado deixar os filhos com os avós ou com amigos enquanto vamos ao cinema com o/a companheiro/a; Escolher reunir a família todos os dias ao jantar e fazer desse momento um momento agradável; Porque não um jogo em família antes ou depois do jantar consoante os horários? Tudo isto são acções, concretas e reais que tornam um ideal numa realidade de hoje.
Pensarmos no ideal só por si poderia ser um pouco como um adolescente a quem se pergunta o que pretende fazer profissionalmente. Este, responde que quer ser actor. Quando lhe perguntamos se já teve algum tipo de aula de representação ou se já se inscreveu em algum grupo de teatro, responde que não. Esta forma idealizada de viver pode tornar-se até perigosa pelo vazio que trás consigo. Por outro lado, podemos ter um jovem que olha apenas à meta. Trabalha "desalmadamente" para tirar um curso de medicina, sacrifica as amizades pessoais, o seu tempo de lazer, isto por vários anos, e depois de ter o diploma na mão, já não tem bem certeza de querer ser médico. E aí vem novamente o vazio.
Não temos apenas um propósito na vida. É um facto. E nem sempre é possível retirar prazer de tudo o que fazemos. O segredo está em gerir os diferente ideais e respectivas acções de forma a que possamos investir em nós e retirar prazer não de tudo, mas sim do nosso dia-a-dia.
Tal como no exemplo referido no inicio, o prazer fugaz retirado do momento em que se atinge um objectivo, principalmente quando realizado às custas do sacrifício de vários anos, não compensa o que intimamente sentimos que perdemos. E neste ciclo de "competição desenfreada" com a vida, forçamo-nos a arranjar outro objectivo e repetir o sacrifício por mais uns anos. A felicidade vai sendo adiada e quando chega, não nos satisfaz. E assim sucessivamente.
Por uma questão de semântica, o futuro nunca é hoje e nós não existimos senão no hoje. Se nos sentimos em luta constante pelo futuro, então onde fica a nossa existência?
Se quer ser feliz e fazer parte de uma família feliz, o dia é hoje!
Abraço,
Referências bibliográficas:
1. Ben-Shahar, Tal. Aprenda a Ser Feliz, Porto, Edições ASA II, S. A. ,2008
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